Queijo de baru de Niquelândia conecta Cerrado, gastronomia e turismo entre Serra da Mesa e Chapada dos Veadeiros

O queijo vegetal de baru “Angatu”, desenvolvido em Niquelândia (GO), já se consolida como um elo entre o Vale da Serra da Mesa e a Chapada dos Veadeiros, unindo biodiversidade, gastronomia e inovação sustentável no coração do Cerrado.

De um território marcado pela riqueza natural e pela força do agro brasileiro, nasce o Angatu — um queijo vegetal produzido a partir da castanha de baru, fruto símbolo do Cerrado. Mais do que um alimento, o produto representa uma resposta contemporânea a uma questão essencial: como transformar biodiversidade em geração de renda, identidade cultural e permanência no território?

Origem do queijo de baru: inovação que nasce no Cerrado

A história do Angatu começa a ganhar forma em 2021, após o projeto “Qual é a sua horta?” conquistar o Top 3 no Desafio Embaixadores de Cidadania (2020). A premiação impulsionou a concretização da ideia, dando início ao desenvolvimento do queijo vegetal de baru em Niquelândia.

Idealizado pela bióloga Tanise Knakievicz, o projeto vai além da inovação alimentar: ele propõe um novo olhar sobre o uso sustentável da sociobiodiversidade do Cerrado, valorizando cadeias produtivas locais e o protagonismo feminino.

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Apoio internacional e presença na cena gastronômica

Em 2022, o Angatu recebeu apoio do The Pollination Project, fortalecendo sua estrutura inicial e ampliando seu impacto socioambiental.

No mesmo período, o produto passou a integrar o Festival Gastronômico Josephina’s, onde participou continuamente entre 2022 e 2025, consolidando sua presença na gastronomia regional e atraindo olhares de chefs, turistas e apreciadores da culinária sustentável.

Um queijo vegetal que conecta territórios

O Angatu já começa a ocupar um papel estratégico na construção de uma identidade gastronômica integrada entre o Vale da Serra da Mesa e a Chapada dos Veadeiros — dois dos principais destinos turísticos de Goiás.

Essa conexão vai além da culinária: ela fortalece o conceito de território como experiência, onde cultura, natureza e alimentação se encontram. O queijo de baru surge, assim, como um produto símbolo dessa integração, podendo compor rotas gastronômicas, experiências de turismo sustentável e narrativas de valorização do Cerrado.

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Angatu: mais que um alimento, um movimento

Mais do que um queijo vegetal, o Angatu simboliza uma nova forma de pensar o alimento — conectada ao território, à cultura e ao futuro. Ele nasce no Cerrado, mas dialoga com tendências globais, posicionando o Brasil como referência em inovação baseada na biodiversidade.

Tendência wellness e o futuro do queijo de baru

Com o crescimento do movimento wellness, da alimentação consciente e das dietas plant-based, o queijo de baru entra em uma tendência forte de consumo. Produtos naturais, sustentáveis e com propósito têm ganhado espaço entre consumidores que buscam saúde, bem-estar e impacto positivo.

Nesse cenário, o Angatu não é apenas uma alternativa — é uma expressão do futuro da alimentação: mais conectada à origem, mais responsável e, acima de tudo, mais significativa.

Revista Voazza

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